quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ainda é preciso “amaciar” o motor?

::Ainda é preciso “amaciar” o motor?::

É verdade que os modelos atuais não precisam mais ser amaciados? Existe algum tipo de cuidado que deve ser tomado nos primeiros quilômetros?




Os motores modernos realmente têm um nível de construção bem mais preciso que os antigos. E isso dispensa a necessidade do “amaciamento” do veículo, segundo especialistas. “Mesmo assim é recomendável que nos primeiros quilômetros o motorista não abuse muito, ou seja, não ultrapasse o regime de torque máximo do veículo”, explica Ricardo Bock, professor de engenharia mecânica da FEI.



Com o avanço das tecnologias de usinagem dos motores, as folgas entre as peças, na montagem do motor, ficaram menores. “Hoje elas são muito mais padronizadas, o que tira a necessidade do amaciamento”, afirma Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max. Ainda assim, são necessários alguns cuidados. Nas primeiras horas de uso do veículo, as peças do motor passam por um período de adaptação. “Se a pessoa utilizar o carro no limite de potência, a temperatura se eleva mais que o necessário e, eventualmente, isso pode causar vários malefícios à vida do motor”, diz Venosa.



Isso quer dizer que, até os 5 mil quilômetros, pelo menos, o motorista deve procurar dirigir mais suavemente, tentando não atingir as rotações mais elevadas do motor para evitar o aquecimento excessivo. “Algumas fabricantes adicionam aditivos ao primeiro óleo, ainda na fábrica, para evitar esse aquecimento, mas é recomendável que sempre o motorista tenha hábitos mais ‘brandos’ nos primeiros quilômetros”, conclui o engenheiro da Motor Max.


::Matéria Retirada Do Site Auto Esporte::

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